
Quando comprei o livro não imaginava quão importante ele é. Nem imaginava que me ensinaria a ver outros lados, outros fatos. Seria mais uma aventura de um livro grande. Tenho me apegado bastante a leitura desde que parei o cursinho. Já adorava ler, mas com mais tempo disponível pude conhecer milhares de livros que sempre me encantavam na prateleira das livrarias. Pude ler, mesmo que com dificuldades, muitos livros, pois são caros e, quando eu pego pra ler, os devoro. Passei a pesquisar onde encontrar mais baratos e, encontrei o site da americanas, sempre com promoções que me facilitaram muito.
Esse livro é, dentre todos os que li, o que mais me ensinou, e um dos melhores. Com certeza, o começo do livro foi um tanto confuso e muito difícil. Tratava-se de uma terra que eu não conhecia, de uma viagem pelo mundo da imaginação pra conhecer esses lugares como eram descritos. Pensei ter errado na escolha do livro lá pela página cinquenta porque simplesmente era complicado a história daqueles paises africanos. Mas lá pela página cem, já tinha me apegado ao livro e lutava para acabá-lo e, ao mesmo tempo, lutava para que fosse eterno, afinal, é um ótimo livro.
Um breve resumo do livro:
Em novembro de 2004, o cineasta Theo van Gogh foi morto a tiros em Amsterdã por um marroquino, que em seguida o degolou e lhe cravou no peito uma carta em que anunciava sua próxima vítima: Ayaan Hirsi Ali, que fizera ao lado de Theo o filme Submissão, sobre a situação da mulher muçulmana. E assim essa jovem exilada somali, eleita deputada do Parlamento holandês e conhecida na Holanda por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e suas críticas ao fundamentalismo islâmico, tornou-se famosa mundialmente. No ano seguinte, a revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. Como foi possível para uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis e dilacerados da África chegar a essa notoriedade no Ocidente?
Em Infiel, sua autobiografia precoce, Ayaan, aos 37 anos, narra a impressionante trajetória de sua vida, desde a infância tradicional muçulmana na Somália até o despertar intelectual na Holanda e a existência cercada de guarda-costas no Ocidente. É uma vida de horrores, marcada pela circuncisão feminina aos cinco anos de idade, surras freqüentes e brutais da mãe, e um espancamento por um pregador do Alcorão que lhe causou uma fratura no crânio. É também uma vida de exílios, pois seu pai, quase sempre ausente, era um importante opositor da ditadura de Siad Barré: a família fugiu para a Arábia Saudita, depois para a Etiópia, e finalmente se fixou no Quênia. Obrigada a freqüentar escolas em muitas línguas diferentes e conviver com costumes que iam do rigor muçulmano da Arábia (onde as mulheres não saíam à rua sem a companhia de um homem) à mistura cultural do Quênia, a adolescente Ayaan chegou a aderir ao fundamentalismo islâmico como forma de manter sua identidade. Mas a guerra fratricida entre os clãs da Somália e a perspectiva de ser obrigada a se casar com um desconhecido escolhido por seu pai, conforme uma tradição que ela questionava, mudaram sua vida, e ela acabou fugindo e se exilando na Holanda. Ela descobre então os valores ocidentais iluministas de liberdade, igualdade e democracia liberal, e passa a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana.
Leiam! (:
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